/ CORPO-TERRITÓRIO
O que acontece quando um corpo ancestral atravessa o tempo e reinscreve o território no presente?
A obra Vó Maria (2023) nasce de um gesto autoficcional que articula memória familiar e território. Ao final de seu processo de mestrado, a artista recorta o rosto da avó a partir de uma fotografia analógica de seu aniversário de cinco anos e realiza intervenções digitais, como duplicação, glitch e sobreposição do mapa do centro da cidade de Blumenau-SC (1864), onde reside atualmente. A imagem expande-se para além do registro, incorporando camadas materiais e possibilidades expositivas — procedimentos que tensionam herança, identidade e colonialidade. A teatralidade atravessa o processo, borrando limites entre corpo, território e presença, instaurando a fotografia como campo político, histórico e poético e enfatizando a pesquisa que a artista desenvolve em seu atual processo de doutoramento.





